Escrevi esse texto há uns dois ou três anos atrás, hoje penso diferente em algumas coisas mais achei interessante publicar. Não quero ser mais aquela pessoa que “joga tudo fora”. Hoje eu acolho todas as partes de mim, leio com carinho a forma como eu via o mundo e me alegro por ter avançado no meu estágio de consciência. Segue o texto:
“Conhecendo como se deu o processo de formação de quem eu sou, eu consigo compreender também um pouco de como são as outras pessoas e de como todos nós formamos uma sociedade fria e carente, a mesma sociedade que me tirou a capacidade de expressar meus sentimentos, é essa que está formando cidadãos que nem sabem o que é cidadania, pessoas que não sabem o que é amor e que respiram dogmas, regras inquestionáveis, as quais só servem para distanciar uns aos outros.
É uma sociedade que se arrasta há vários séculos tentando provar algo que não precisa ser provado, o valor do ser humano, e cometendo tantos enganos, guerras, injustiças sociais e preconceitos, ela segue vazia e os mais jovens sem rumo se entregam ao mundo paralelo e fantasioso das drogas. E ainda outros, sem saber o que fazer com suas dores criam mecanismos para sobreviver nesse mundo onde cada um tem a sua verdade, mas algumas pessoas preferem acreditar que fazem parte de um grupo de escolhidos talvez porque seja mais fácil crer em algo consolidado do que construir aquilo que realmente faz sentido para si. Eu sei que dá trabalho, mas é importante não desistir.
"A verdade liberta", sim, quem nunca experimentou a sensação de saber algo que facilitou sua vida? Acontece que todo conhecimento do mundo parece não ser suficiente para nos mostrar a verdade, será que se quer estamos preparados para conhecer esta verdade? Creio que não. Isso porque ainda estamos na fase de aprendermos a nos relacionar uns com os outros, talvez seja a fase mais importante da nossa evolução, talvez depois que vencermos essa etapa todas as outras terão apenas que fluir. E sim, é necessário alcançar a perfeição, porém ainda estamos longe de sermos perfeitos. Enquanto não existir transparência a sociedade não avançará, por isso a importância de conhecer a si mesmo para poder compreender a vida, as pessoas, o mundo.
Outro dia senti vontade de expressar minha opinião sobre o assunto, “Últimos dias” em uma página na internet, e então eu escrevi que embora eu ainda não tenha feito um estudo aprofundado sobre o assunto, tenho pautado meus conhecimentos sempre no fato de que não existem eventos mágicos, tudo pode ser explicado e o que ainda não tem explicação um dia terá, dentro da nossa capacidade de entendimento. Creio que a Terra obedecerá a seus limites naturais, mas irá chegar um momento que não haverá condições para vida humana aqui e nós continuaremos evoluindo em outros planos e planetas. A Terra terá seu fim quando o Sol tiver seu fim. No entanto, não é um fim real porque no universo todo fim significa um começo. Imagino que haverá muito sofrimento para os últimos a desencarnarem quando a Terra estiver superaquecida. Realmente o que vivemos se assemelha com a descrição de Jesus Cristo dos últimos dias, porque quanto mais a humanidade avança em conhecimento e tecnologia mais nós experimentamos a ansiedade de poder acompanhar esse momento. É uma evolução interessante quando paramos para pensar em tudo que a sociedade viveu e o que ela foi capaz de fazer em apenas um século, o século XX.
Eu nunca me senti a vontade para expor meus pensamentos porque sempre achei que poderia mudar de ideia e aquilo se tornar obsoleto, tanto que quando realmente queria expor não conseguia. Mas depois que descobri o que me impedia eu resolvi mudar isso e entre outras coisas gosto de demonstrar que para mim a vida também tem seu lado bonito. Na verdade o lado belo da vida era a única coisa que deveria ser. Uma das coisas que me faz muito feliz é saber que existem pessoas maravilhosas que fazem parte de quem eu sou, essas pessoas estão vivas dentro de mim e imprimem imagens vivas na minha consciência existencial. E eu gosto de ver minhas amigas bem, alguma coisa dentro de mim sorrir de ver minhas amigas lúcidas. Por outro lado uma luz se apaga por não ter notícias de algumas amigas e também porque alguma coisa me diz que nem tudo está bem com elas. E não me conforta saber que no final todos estamos destinados a felicidade. Não me conforta saber que o caminho as vezes pode ser tão tortuoso e sombrio.
Hoje escrevi um recado para o escritor Augusto Cury no site dele, eu falei o seguinte:“Sempre que estou triste lembro-me das suas palavras para ver se me sinto melhor. Agora mesmo lembrei-me de ler novamente o livro Superando o cárcere da emoção, pois não estou me sentindo muito bem. Sou uma pessoa que se cansa muito rápido das coisas e eu fico muito triste com isso. Fico feliz por você existir. Imagino que receba muitas bênçãos porque você tem muito crédito com Deus por ajudar tantas pessoas.”"
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